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Ajude a Destruir o Planeta
Nesse texto polêmico e poderoso, Otávio Leal aponta a ferida causada no planeta por quem é carnívoro. Reflita e passe adiante (ainda é tempo). Click aqui e leia o texto.

 Osho fala sobre Acupuntura
     O Mestre aponta os benefícios auspiciosos dessa técnica  de saúde. Click aqui e leia o texto.

Porque Te Amo Terapeuta
Por mais difíceis e dolorosas que são as lutas e ilusões do cotidiano, por mais que elas façam hoje o ser humano ficar estressado, reacionário, materialista, duro, desalmado e sem sentimento, esse homem sempre guardará momentos de carinho, cuidados, amor e amizade que receberá na vida.Leia mais...
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 AS RELÍQUIAS DE BUDA
(Por: Monja Coen)
 
 

 

 Os oito Dharmas materiais
(Aprenda como não sofrer)
 
“Não confie na pessoa, mas confie nos ensinamentos.”
“Não confie nas palavras, mas confie nas ações.”
Sidharta Gautama. O Buda
 
      Dentro do amálgama da tradição tantrica, temos a magia tantrica, a maior e mais poderosa escola de magia do planeta, que é principalmente praticada com os mantram e os yantras – os sons de poder e os símbolos sagrados. Isso não quer dizer em absoluto que o tantra é magia até porque são poucas as escolas/linhas que seguem esse caminho. Eu mesmo nesse livro ensino da magia tantrica e ocultista, mas entendamos que o objetivo, a meta, o caminho de nossas vidas é o reconhecimento do Si – Mesmo, o Samadhi, a Iluminação e o final das buscas.
      Os praticantes tantricos que só buscam a longevidade, flexibilidade corporal, saúde prosperidade, ganhos pessoais, valores matérias e amor estão olhando na direção contraria ao real caminho tantrico.
      Os mestres tantricos hindus e principalmente os do Budismo tantrico (tantrayana) dificilmente ensinam práticas para se “ganhar algo”. Raras vezes ensinaram a seus discípulos o que é chamado de ganhos mundanos.
      O mestre budista Khyentse ensina:
      “... é bem fácil vender espiritualidade.. o caminho budista é basicamente uma má noticia do ponto de vista do ego. Quanto mais praticamos e estudamos o budismo, mais chocante ele se torna para o nosso ego, mais ele irá contra o nosso egoísmo”. .
      Praticar Dharmas - caminhos espirituais buscando satisfazer as necessidades do ego principalmente as matérias não é uma boa idéia. Buscar ganhos, elogios, prestígio e prazer não é a meta de um buscador sério.
      O mestre hindu Atisha Dipankara ensinou uma prática para sofrermos muito (você quer sofrer?). De sofrermos muito e jamais termos paz de espírito. A maior parte da humanidade vive assim: com muito sofrimento. São os oito Dharmas matérias. Quatro que desejamos ardentemente e quatro que fugimos durante toda a vida.
      Atisha aponta que sofremos em qualquer uma das polaridades dos oito Dharmas abaixo:
 
Querer ser louvado --------------- Não querer ser criticado
Querer ganhar -------------------- Não querer perder
Querer ser feliz (prazer)---------------- Não querer sofrer (dor)
Querer a fama ---------------------- Não querer perder prestigio
     
 Leia novamente e com profunda atenção as palavras acima e reflita comigo: Você vive essas polaridades? Vive pulando de uma para outra? Gostaria de viver só as da esquerda? Louvor, ganhos, felicidade e fama? Acha possível não sofrer com as da coluna direita?
      Você conhece alguém que nunca foi criticado, perdeu algo, sofreu ou que foi desonrado?
      Olhando em outra direção você conhece alguém que somente foi louvado, que só ganhou, que vive em estado pleno de felicidade ou tem fama por toda a vida?
      Uma das maiores mestras que seja pisou esse planeta, Pema Chodron certa vez disse a respeitos dos oito dharmas:
      “Em primeiro lugar, gostamos do prazer e somos apegados a ele. Ao contrario não gostamos da dor. Em segundo lugar, gostamos de louvores e somos atraídos por eles. Tentamos evitar a crítica e a culpa. Em terceiro, não gostamos da desonra e tentamos evitá-la. Finalmente, somos apegados ao ganho, a conseguir aquilo que desejamos. Não gostamos de perder o que possuímos”.
      Todo buscador deve memorizar essas oito armadilhas do ego. Podemos cair em um par de opostos ou até nos quatro pares. Há alguns anos que medito nos oito dharmas e observo que a maior parte das pessoas do planeta está presa neles. A qual mais me vejo caindo é na polaridade elogio – critica. Gosto de ser elogiado e de ter alunos/discípulos gentis, generosos, amáveis e carinhosos, mas às vezes a vida coloca alguém muito critico próximo a mim e observo que 100 elogios são destruídos por uma, somente uma crítica.
      A má noticia é que isso é samsara. É a roda da vida que absolutamente ninguém escapa.
      Nosso ego sempre se fortalece com:
     
      1- Ganhos: Mais dinheiro, premio da loto, um amor maravilhoso, unir-se com uma pessoa linda e de preferência famosa, ganhar um concurso, passar em 1º lugar no vestibular, ter um certificado e vários MBA, ter um cargo público de poder (às vezes para esconder uma impotência pessoal), etc.
     
       2- Elogios: ter um corpo perfeito, não envelhecer, ser amado por todos, não ser rejeitado.
      
       3- Prazer: alimentos deliciosos, férias eternas, nunca sentir dor, cigarros, drogas, álcool, carros velozes, etc. (Quais são os seus prazeres?)
     
       4- Prestigio: aparecer em revistas de ricos e famosos, ser entrevistado na tv, escrever um Best Seller, etc.
     
      Enfim... Quanto apego aos quatro dharmas.
      Como tantrico não nego o prazer de ter e viver algumas dessas polaridades mas não negando as outras.
      Quando alguém está desequilibrado: sofrendo, irritado, odiando alguém ou uma situação, certamente está navegando nos 4 dharmas da crítica, do perder, do sofrimento (dor) e da desonra. Os Budas ensinam a observar. Investigar. Não tomar nada como pessoal.
      Se alguém me diz: Você é feio (crítica) Observe o sentimento, mas não tome como pessoal. Reaja em paz.
      Se alguém me comunica: Você perdeu (perda) Observe o sentimento, mas não tome como pessoal. Reaja em paz.
      Se alguém me desonra: Você é um mau instrutor espiritual (desonra) Observe o sentimento, mas não tome como pessoal.       Reaja em paz.
      Se alguém que amo tem de partir: Vou embora (dor) Observe o sentimento, mas não tome como pessoal. Reaja em paz.
      Se durante toda a vida essas polaridades me abalarem, nunca haverá paz e é impressionante como todos sofrem por isso.
      Não quero perder um amor, quero conquistar a todos, quero que me amem, quero absoluta prosperidade, quero ser imortal, não quero que pensem ou falem mal de mim, etc, etc, etc.
      Observe. Não tome como pessoal, é como ensina a Lama Pema Chodron: “é tudo muito barulho por nada”.
      Diz o iluminado Rumi que somos como uma casa de hospedes e todos os dias surgem hospedes com alegria/dor; raiva/amor; boas e más noticias; ganhos e perdas. Aceite tudo. Ao acordar-mos, os hóspedes já se põem a nos visitar e só ao dormir é que, às vezes, eles partem.
      Observe. Reaja em paz. Olhe para seu próprio coração e observe que viver é passar por isso.
      O nome tibetano dessa observação meditativa é Lojong.
      Lojong é uma forma de treinar a mente no dia a dia, é se perguntar em qual armadilha dos 8 dharmas estou sendo aprisionado?
      Reflita e observe essas situações passando por sua vida como se isso fosse uma peça de teatro. Você está na platéia, os atores ali na sua frente encenando amores, batalhas, fugas, crimes e sexo, mas ao final da peça eles “saem” do personagem e se inclinam para receberem os aplausos. Percebo isso. Tudo ilusão, tudo passageiro.
      Tudo uma peça. (maya).
      Não estou dizendo que é fácil. É necessário treinamento e uma boa dosagem de GOM que significa no Tibete acostumar-se com algo. Acostumar que todos os dias os oito dharmas vêem nos visitar. Constroem-se ilusões e elas viram desilusões.
GOM – medite, observe como esses sentimentos vêem e vão. Medite como você se perde nos mesmos.
Utilize esses 8 dharmas como um trampolim para a consciência de si mesmo. E uma vida de paz.
 
Otávio Leal

 


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