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A acupuntura é completamente oriental. Assim quando você aborda qualquer ciência oriental com a mente ocidental você esquece muitas coisas. A sua completa abordagem é diferente: é metodológica, é lógica, analítica. E estas ciências orientais não são verdadeiramente ciências, mas arte. Toda a coisa depende de se você pode mudar suas energias do intelecto para a intuição, se você pode mudar do masculino para o feminino, do yang para o yin; da abordagem ativa, agressiva. Você pode se tornar passivo, receptivo? Somente assim estas coisas funcionam; de outra forma você pode aprender tudo sobre acupuntura e isto não será acupuntura de jeito nenhum. Você saberá tudo sobre ela, mas não ela. E algumas vezes acontece que a pessoa pode não conhecer muito sobre ela e conhecê-la, mas então é uma habilidade - apenas um insight nela.
Assim isto está acontecendo com muitas coisas orientais; o ocidente torna-se interessado - elas são profundas. O ocidente torna-se interessado em uma coisa oriental, mas então ele a traz para a sua própria mente para entendê-la. No momento que a mente ocidental entra nela, a própria base dela é destruída. Então somente fragmentos são deixados e estes fragmentos nunca funcionam. E não é que a acupuntura não funciona, a acupuntura pode funcionar, mas ela pode funcionar somente em uma abordagem oriental.
Assim se você quer realmente aprender acupuntura é bom saber sobre ela, mas lembre-se que isto não é a coisa mais essencial. Aprenda toda informação que está disponível, então esqueça todas as informações e comece apalpando no escuro. Comece escutando a sua própria consciência, comece se sentindo em harmonia com o cliente. É diferente...
Quando um paciente vem a um médico ocidental, o médico ocidental começa raciocinando, diagnosticando, analisando, encontrando onde a doença está, qual é a doença e o que pode curá-la. Ele usa uma parte de sua mente, a parte racional. Ele ataca a doença, ele começa conquistá-la: uma luta começa entre a doença e o médico. O paciente está na verdade fora do jogo - o médico não se preocupa com o paciente. Ele começa a lutar com a doença - o paciente é totalmente negligenciado.
Quando você chega a um acupunturista a doença não é importante, o paciente é importante, porque é o paciente quem criou a doença; a causa está no paciente, a doença é somente um sintoma. Você pode mudar o sintoma e outro sintoma chegará. Você pode impedir esta doença com drogas, você pode parar a sua expressão, mas então a doença irá se afirmar a si mesma em outro lugar e com mais perigo, mais força, com uma vingança. A próxima doença será mais difícil de tratar do que a primeira. Você usa drogas nesta também, então a terceira doença será inclusive mais difícil.
É assim que a alopatia criou o câncer. De um lado você continua forçando a doença para baixo, ela se afirma de outro lado, então você a força daquele lado - a doença começa a ficar com muita, muita raiva. E você não muda o paciente, o paciente permanece o mesmo; assim porque a causa existe, a causa continua criando o efeito.
A acupuntura lida com a causa. Nunca trabalhe com o efeito, sempre vá para a causa. E como você pode ir até a causa? A razão não pode ir até a causa - a causa é muito grande para a razão - ela pode lidar somente com o efeito. Somente a meditação pode ir até a causa. Então o acupunturista irá sentir o paciente. Ele esquecerá o seu conhecimento, ele apenas tentará entrar em sintonia com o paciente. Ele irá se sentir em comunicação; ele começará a sentir uma conexão com o paciente. Ele começará sentindo a doença do paciente em seu próprio corpo, em seu próprio sistema energético. Este é o único jeito para ele saber intuitivamente onde a causa está, porque a causa está escondida. Ele se tornará um espelho e ele encontrará o reflexo em si mesmo.
Este é todo o processo dela, e isto não está sendo ensinado porque isto não pode ser ensinado. Realmente vale a pena aprendê-la, assim a minha sugestão é, primeiro aprenda no ocidente por dois anos, então por pelo menos seis meses vá a algum país do extremo oriente e fique com um acupunturista. Apenas esteja em sua presença - apenas deixe-o trabalhar e observe. Somente absorva a sua energia e então você será capaz de fazer alguma coisa; de outro modo será difícil.
E se você começa a sentir a sua própria energia mais e mais, ou o trabalho dela em seu próprio corpo, a acupuntura não permanecerá somente uma técnica, ela se tornará um instrumento. E ela é um insight - você pode aprender a técnica e nada virá dela - é mais uma intuição do que uma arte. Isto é uma das coisas mais difíceis a respeito das técnicas antigas: elas não são científicas e se você as aborda com uma perspectiva científica você pode aprender algum detalhe mas a maior parte será perdida. E tudo o que você será capaz de aprender não será muito e isto será frustrante.
Toda abordagem antiga era totalmente diferente: ela não era lógica de forma alguma, era mais feminina, mais intuitiva, mais ilógica. Não se pensava em silogismo do modo que a mente científica pensa; ao invés disto estava-se em profunda participação com a existência - mais como num estado onírico, em um transe, e permitindo que a natureza liberasse seus segredos e mistérios. Não era uma agressão à natureza... mas no máximo uma persuasão . E a abordagem era do interior.
Deve-se abordar o próprio corpo a partir do núcleo mais interno. Estes setecentos pontos não eram percebidos objetivamente, eles eram percebidos em profunda meditação. Quando se vai profundamente para dentro e se olha de dentro - uma tremenda experiência ocorre - pode-se ver todos os pontos da acupuntura envolvendo a si mesmo, como se a noite estivesse cheia de estrelas. E quando você viu estes pontos de energia, somente então você está pronto. Agora você tem uma compreensão interior e simplesmente tocando o corpo de outra pessoa você será capaz de sentir onde a energia do corpo está faltando e onde não está; onde ela está se movendo e onde não está se movendo; onde está frio e onde está quente; onde está vivo e onde morreu. Existem pontos nos quais ela responde e existem pontos nos quais ela não responde de forma alguma.
Você será capaz de conhecer a acupuntura somente na medida em que você se tornou capaz de conhecer a si mesmo e quando ambos coincidem existe uma grande luz. Nesta luz você pode ver tudo - não somente a respeito de si mesmo mas a respeito do corpo dos outros. Uma nova visão surge como se um terceiro olho fosse aberto.
A acupuntura não é uma ciência mas uma arte e toda arte demanda uma profunda entrega. Não é como qualquer outra técnica que um técnico pode manipular. Ela precisa de todo o seu coração. Você tem que esquecer a si mesmo, como um pintor se esquece enquanto pinta, ou um poeta se esquece enquanto compõe, ou um músico se esquece enquanto toca. Ela é este tipo de coisa. Um técnico pode praticar acupuntura mas ele nunca será exatamente o que é necessário. Ele nunca será aquilo. Ele pode ajudar algumas poucas pessoas, mas a acupuntura é uma grande arte, uma grande habilidade. Ela tem que ser absorvida. O segredo é a entrega: se você pode se entregar totalmente, se ela se torna uma devoção, uma dedicação - e ela pode se tornar. Entre nela, entre com todo o coração, com alegria.
Comece a ficar por conta própria. E você terá que achar o seu próprio jeito. A acupuntura é um jeito e uma arte, e não existe nenhuma necessidade de seguir alguém como uma regra. Não existem regras . Regras não existem, só insights. Assim comece trabalhando por conta própria... No começo você sentirá um pouco de insegurança e você se preocupará muitas vezes se está fazendo a coisa certa ou não. Mas é como alguém tem que começar. É um tipo de apalpar no escuro. Mais cedo ou mais tarde você encontrará a porta. Uma vez que você começou a encontrar a porta então menos e menos tatear no escuro será necessário. Então você conhece a porta. Comece trabalhando!
Quando você toca o corpo de alguém ou trabalha com agulhas, você está trabalhando em Deus. Tem-se que ser muito respeitoso, muito hesitante. Tem-se que trabalhar não a partir do conhecimento mas a partir do amor. O conhecimento nunca é adequado, ele não é suficiente. Então preocupe-se com a pessoa. E sempre sinta-se inadequado, porque o conhecimento é limitado e a outra pessoa é um mundo inteiro, quase infinito... As pessoas o tocam mas elas nunca tocam você. Elas tocam somente a periferia e você está lá em algum lugar fundo, no centro, onde ninguém entra exceto o amor. O homem é um mistério e continuará permanecendo um mistério para sempre. Não é algo acidental que o homem é um mistério. O mistério é o seu próprio ser.
Fonte: Livro – Osho, O livro da cura
Tradução: Sw Dhyan Yukti
Editora: Shanti
Osho,
você pode falar sobre a arte da massagem?
Massagem é algo que você começa a aprender, mas você nunca termina. Ela avança e avança e a experiência se torna continuamente mais profunda e mais profunda e mais alta e mais alta. A massagem é uma das artes mais sutis – e ela não é somente uma questão de perícia. Ela é uma questão de amor.
Aprenda a técnica – então a esqueça. Então apenas sinta e mova-se pelo sentimento. Quando você aprende profundamente, noventa por cento do trabalho é feito pelo amor, dez por cento pela técnica. Apenas através do próprio toque, um toque amoroso, relaxa-se o corpo.
Se você ama e sente compaixão pela outra pessoa e sente o valor supremo dela; se você não a trata como se fosse um mecanismo para ser colocado em ordem, mas uma energia de tremendo valor; se você está agradecido por ela confiar em você e permitir que você brinque com a sua energia – então mais e mais você irá sentir como se você estivesse tocando um órgão. Todo corpo se torna as teclas do órgão e você pode sentir que uma harmonia é criada dentro do corpo. Não somente a pessoa será ajudada, mas você também.
A massagem é necessária no mundo porque o amor desapareceu. Outrora o próprio toque dos amantes era suficiente. Uma mãe tocando o filho, brincando com o seu corpo, era massagem. O marido brincando com o corpo da mulher, era massagem; isto era suficiente, mais do que suficiente. Isto era profundo relaxamento e parte do amor. Mas isto desapareceu do mundo. Mais e mais nós esquecemos onde tocar, como tocar, o quanto profundo tocar. Na verdade, o toque é uma das linguagens mais esquecidas. Nós nos tornamos quase desconfortáveis no toque, porque a própria palavra for corrompida pelas assim chamadas pessoas religiosas. Elas lhe deram uma conotação sexual. A palavra se tornou sexual e as pessoas se tornaram amedrontadas. Todo mundo está de guarda para não ser tocado, a menos que se permita. Agora no ocidente o outro extremo chegou. Toque e massagem se tornaram sexual. Agora a massagem é apenas uma cobertura, um cobertor para a sexualidade. Na verdade nem o toque nem a massagem são sexuais. Eles são funções do amor. Quando o amor cai de sua altura ele se torna sexo e então ele se torna feio.
Assim seja devocional. Quando você toca o corpo de uma pessoa seja devocional – como se o próprio Deus estivesse lá e você está apenas servindo-o. Flua com energia total. E sempre que você vê o corpo fluindo e a energia criando um novo padrão de harmonia, você irá sentir um desfrute que você nunca sentiu antes. Você irá cair em profunda meditação.
Enquanto massagista, apenas massageie. Não pense em outras coisas porque elas são distrações. Esteja em seus dedos e em suas mãos como se todo o seu ser, toda a sua alma estivesse lá. Não deixe que seja apenas um toque do corpo. Toda a sua alma entra no corpo do outro, penetra nele, relaxa os nós mais profundos. E faça disto uma brincadeira. Não o faça como um trabalho; torne-o um jogo e faça-o como uma diversão. Ria e deixe o outro rir também.
A massagem é entrar em sincronia com a energia do corpo de alguém e sentir onde ela está faltando, sentir onde o corpo está fragmentado e torná-lo completo... É ajudar a energia do corpo de modo que ela não seja mais fragmentada, não mais contraditória. Quando as energias do corpo estão alinhadas e se tornam uma orquestra, então você teve sucesso.
Assim tenha muito respeito com o corpo humano. Ele é o verdadeiro santuário de Deus, o templo de Deus. Assim com profunda reverência, prece, aprenda a sua arte. Esta é uma das grandes coisas para aprender.
Texto do mestre Osho, retirado do “Livro da Cura” - Ed. Shakti.
Sinta Mais. Pense Menos
Pense menos, sinta mais. Intelectualize menos, intua mais.
Pensar é um processo decepcionante, ele faz você sentir que está fazendo grandes coisas. Mas você está apenas construindo castelos no ar. Pensamento nada mais são do que castelos no ar.
Sentimentos são mais materiais, mais substanciais. Eles o transformam. Pensar sobre amor não vai ajudar, mas sentir amor está fadado a mudá-lo. Pensar é muito apreciado pelo ego, porque o ego se nutre de ficções. O ego não pode digerir qualquer realidade, e o pensar é um processo fictício...
Mude da mente para o coração, do pensar para o sentir, da lógica para o amor. E a segunda mudança é do coração ao ser - porque ainda há uma camada mais profunda em você, onde os sentimentos não podem alcançar. Lembre-se destas três palavras: mente, coração, ser. O ser é a sua natureza pura. Em volta do ser está o sentimento e em volta do sentimento está o pensamento. O pensar está muito longe do ser, mas o sentir está um pouco mais perto; ele reflete alguma glória do ser. É como num por do sol, o sol sendo refletido pelas nuvens e as nuvens enchendo-se de belas cores.
Elas mesmas não são o sol, mas elas estão refletindo a luz do sol. Os sentimentos estão mais próximos do ser, assim eles refletem alguma coisa do ser. Mas tem que ir-se além dos sentimentos também. E entào o que é ser?
Não é nem pensar, nem sentir, é puro não-ser. Você apenas é.
Texto recebido por e-mail Osho
Amor, Fragrância da Meditação
Se você medita, mais cedo ou mais tarde, encontrará o amor. Se você meditar profundamente, mais cedo ou mais tarde, começará a sentir um amor extraordinário surgindo em você, como jamais havia conhecido – uma nova qualidade em seu ser, uma nova porta se abrindo. Você tornou-se uma chama nova e agora você quer compartilhar.
Se você amar profundamente, pouco a pouco você se conscientizará de que seu amor está se tornando cada vez mais e mais meditativo. Uma qualidade sutil de silêncio está penetrando. Pensamentos estão desaparecendo, lacunas estão aparecendo. Silêncios.
Você está tocando nas suas próprias profundezas.
O amor torna-o meditativo, se ele estiver na direção certa. A meditação torna-o amoroso. Se ela estiver na direção, se ele estiver na direção certa. A meditação torna-o amoroso, se ela estiver na direção certa.
Você quer um amor nascido da meditação, não nascido da mente. Esse é o amor nascido sobre o qual eu continuamente estou falando. Milhões de casais, por todo o mundo, estão vivendo como se o amor estivesse presente. Eles estão vivendo num mundo de fantasia. Logicamente, como podem estar contentes? Estão esvaziados de toda a energia. Estão tentando conseguir algo de um amor falso; ele não pode cumprir o prometido. Daí a frustração, daí o tédio sem fim, daí as reclamações constantes, as lutas entre os amantes. Ambos estão tentando fazer algo impossível: estão tentando tornar seu caso de amor em algo do eterno , o que não pode ser. Ele surgiu da mente e a mente não pode lhe dar nenhum vislumbre do eterno.
Primeiramente, entre na meditação, porque o amor resultará da meditação. A meditação é a flor; o lótus de mil e uma pétalas. Deixe-o abrir. Deixe-o ajudá-lo a se mover na dimensão da verticalidade, da não mente, do não tempo, então subitamente você verá que a fragrância está presente. E então ela é eterna, então ela é incondicional.
Então não é nem mesmo dirigida a alguém em particular, não pode ser dirigida a alguém em particular. Não é um relacionamento, é mais uma qualidade que o circunda. Nada tem a ver com o outro. Você é amoroso, você é amor; então é eterno. É a sua fragrância. Ele sempre esteve em volta de um Buda, de um Zaratusstra, de um Jesus. É um tipo totalmente diferente de amor; é qualitativamente diferente.
Osho
Política e Iluminação
A política é mundana - os políticos são os servidores do lixo. Os iluminados são sagrados - eles são os guias para o crescimento espiritual das pessoas. Certamente, no que se refere a valores, a política é o mais baixo e a iluminação o mais elevado. Elas estão separadas.
Os místicos e os iluminados tem elevado a consciência humana durante séculos. Tudo que o homem é hoje, por menor que seja sua consciência, todo crédito vai para os Budas, os Jesus, os Franciscos, Os Krishinas. A política tem sido uma praga, uma calamidade. E a política é responsável por tudo o que é feio na humanidade.
Mas o problema é que a política tem poder. Os iluminados tem apenas amor, paz e a experiência do divino. A política pode facilmente interferir com os místicos, e ela interferiu o tempo todo, a tal ponto que destruiu muitos valores religiosos que são absolutamente necessários à sobrevivência da humanidade e da vida sobre a terra. Os iluminados não tem poder mundano como armas nucleares, bombas atômicas e armas de fogo; multas; decretos; impostos sua dimensão é totalmente diferente. A iluminação não é o desejo pelo poder: é a busca da verdade, de Deus. E a própria busca torna o homem religioso humilde, simples, inocente.
A política tem todas as armas destrutivas e a religião é completamente vulnerável. A política não tem coração e os iluminados são puro coração, é como uma linda rosa - sua beleza, sua poesia, sua dança fazem a vida digna de ser vivida, dão significado à vida. A política é como uma pedra -está morta. Mas a pedra pode destruir a flor, e a flor não tem defesa alguma. A política é agressiva.
Durante séculos a política só matou e destruiu pessoas, toda a história da política é a história de criminosos, de assassinos. Em três mil anos os políticos criaram cinco mil guerras. Parece que no político o instinto bárbaro é muito poderoso; seu único prazer é o de destruir, de dominar.
O misticismo cria um problema para isso, porque deu ao mundo seus mais altos picos de consciência... um Gautaya Buda, um Jesus, um Chuang Tzu, um Nanak, um Kabir. Esses são o próprio sal da terra. O que a política deu ao mundo? Genghis Khan? Tamerlão? Nadir Shah? Alexandre? Napoleão? Ivan, o Terrível? Josef Stalin? Adolf Hitler? Benito Mussolini? Mao Tse-Tung? Ronald Reagan?... Todos eles são criminosos. Em vez de estarem no poder, deveriam estar atrás das grades. Eles são desumanos.
E são pessoas espiritualmente doentes. O desejo de poder, de dominar, surge apenas numa mente doentia. Surge a partir de um complexo de inferioridade. Pessoas que não têm complexo de inferioridade não se importam com o poder. Todo seu empenho é pela paz, porque o sentido da vida só pode ser conhecido na paz - o poder não é o caminho. Paz, silêncio, gratidão, meditação esses são os constituintes básicos da religião.
Não se pode permitir que a consciência seja dominada pelos estúpidos políticos. A situação é como se pessoas doentes tentassem dominar os médicos, definindo o que devem e o que não devem fazer. É verdade que elas estão em maioria, mas isto não significa que o médico deva ser dominado pela maioria. Ele pode curar as feridas, pode curar as doenças da humanidade. A iluminação é o médico. Os políticos causaram mal o suficiente; estão dirigindo toda a humanidade a um suicídio global. Não apenas o ser humano, mas os pássaros inocentes e seu canto, as árvores silenciosas e suas flores tudo que está vivo.
Os políticos conseguiram criar um poder destrutivo suficiente para destruir toda a vida da Terra. A política como um todo depende de mentiras.
Os políticos vivem de mentiras, de promessas, mas essas promessas jamais são cumpridas. Eles são as pessoas mais desqualificadas no mundo. Sua única qualidade é a de enganar as massas pobres.
Em países pobres eles podem comprar seus votos, e uma vez no poder, esquecem completamente que são servidores do povo.
Na minha maneira de ver, todos os políticos deveriam ser meditadores, deveriam conhecer algo do mundo interior, ser mais conscientes, mais compassivos, deveriam conhecer o sabor do amor, a experiência do silêncio da existência, a beleza deste planeta e as dádivas da existência; é deveriam aprender a ser humildes e gratos. Os iluminados deveriam ser os mestres de todos políticos.
Não sou um político. Nunca votei em minha vida e jamais irei votar, porque qual o sentido em escolher entre dois chimpanzés, apenas porque estão segurando bandeiras diferentes? Apenas porque têm símbolos diferentes? Chimpanzés são chimpanzés.
As pessoas iluminadas estão fazendo todo esforço para elevar a humanidade-sua consciência; seu amor, sua compaixão-a um nível em que as guerras se tornem impossíveis, onde os políticos não possam enganar as pessoas, onde suas mentiras e suas promessas possam ser expostas. A política é algo que pertence às sarjetas. A mística e os Iluminados pertence ao céu aberto e limpo - como um pássaro voando ao sol para atingir o próprio centro da existência.
Certamente as pessoas iluminadas não podem ser participantes da política, mas os políticos deveriam aprender a ser humildes. Seu poder não deveria cegá-los. O poder corrompe é o poder absoluto corrompe absolutamente, e todos os políticos são corrompidos pelo seu poder. E qual é o poder que têm? Eles podem matá-lo - seu poder é o poder do açougueiro, nada glorioso, nada respeitável.
O homem iluminado tem uma qualidade de poder totalmente diferente: está em sua presença, em seu grande amor e reverência pela vida, em sua gratidão à existência.
Para a consciência religiosa, quanto mais feliz você for, quanto mais amoroso, quanto mais celebrativo... Ela deseja que sua vida seja uma canção e uma dança. Porque essa é a única maneira pela qual deveríamos venerara fonte da vida - com nossa alegria, nossas canções e nossas danças.
O político é doente, psicologicamente doente, espiritualmente doente.
Fisicamente pode estar perfeitamente bem. Geralmente os políticos estão fisicamente bem; toda sua carga recai sobre a psique. Você pode perceber isso. Quando um político perde seu poder, começa a perder sua saúde física. Estranho... quando estava no poder, cheio de ansiedades e tensões, estava fisicamente perfeito.
E qual é a doença? A doença é o complexo de inferioridade.
Qualquer um que esteja interessado em poder está sofrendo de um complexo de inferioridade; bem no fundo ele se sente sem valor, inferior aos outros. E é assim mesmo, Inferior a tudo e a todos.
Osho
Continuamos a perder muitas coisas na vida só por causa da falta de coragem. Na verdade, nenhum esforço é necessário para conquistar – só é preciso coragem – e as coisas começarão a vir até você, em vez de você ir atrás delas. Pelo menos no mundo interior é assim.
E para mim, ser feliz é a maior coragem. Ser infeliz é uma atitude muito covarde. Na realidade, para ser infeliz, não é preciso nada. Qualquer covarde pode ser, qualquer tolo pode ser. Todo mundo é capaz de ser infeliz; para ser feliz é preciso coragem – é um risco tremendo.
Não temos o costume de pensar assim. Nós pensamos: “ O que é preciso para ser feliz? Todo mundo quer ser feliz.” Isso está absolutamente errado. É muito raro uma pessoa estar pronta para ser feliz – as pessoas investem tanto na infelicidade! Elas adoram ser infelizes. Na verdade, elas são felizes por serem infelizes.
Há muitas coisas para se entender – sem entendê-las é muito difícil se livrar da mania de ser infeliz. A primeira coisa é: ninguém está prendendo você; é você que decidiu ficar na prisão da infelicidade. Ninguém prende ninguém. O homem que está pronto para sair dela, pode sair quando quiser. Ninguém mais é responsável. Se uma pessoa é infeliz, é ela mesma a responsável. Mas a pessoa infeliz nunca aceita a responsabilidade – é por isso que continua infeliz. Ela diz: “ Estão me fazendo infeliz” .
Se outra pessoa está fazendo com que você seja infeliz, naturalmente não há nada que você possa fazer. Se você mesmo está causando a sua infelicidade, alguma coisa pode ser feita... alguma coisa pode ser feita imediatamente. Então ser ou não ser infeliz está nas suas mãos. Todavia as pessoas ficam jogando nos outros a responsabilidade – às vezes na mulher, às vezes no marido, às vezes na família, no condicionamento, na infância, na mãe, no pai... outras vezes na sociedade, na história, no destino, em Deus – mas não param de jogar nos outros. Os nomes são diferentes, mas o truque é sempre o mesmo.
Um homem torna-se realmente um homem quando aceita a responsabilidade total – é responsável pelo quer que seja. Essa é a primeira forma de coragem, a maior delas. É muito difícil aceitá-la porque a mente vai continuar dizendo: “Se você é responsável, porque criou isso?”. Para evitar isso, dizemos que os outros são responsáveis: “O que eu posso fazer? Não tem jeito... sou uma vítima! Sou jogado daqui para ali por forças maiores que eu e não posso fazer nada. Posso no máximo chorar porque sou infeliz e ficar ainda mais infeliz chorando”. E tudo cresce – se você cultiva uma coisa, ela cresce. Então você vai cada vez mais fundo... mergulha cada vez mais fundo.
Ninguém, nenhuma outra força, está fazendo nada a você. É você e só você. Isso resume toda a filosofia do karma – que é o seu fazer; karma significa ‘fazer’. Você fez e pode desfazer. E não é preciso esperar, postergar. Não é preciso tempo – você pode simplesmente pular fora disso.
Mas nós nos habituamos. Se pararmos de ser infelizes, nos sentiremos muito sozinhos, perderemos nossa maior companhia. A infelicidade virou nossa sombra – nos segue por toda a parte. Quando não há ninguém por perto, pelo menos a infelicidade está ali presente - você se casa com ela. E trata-se de um casamento muito, muito longo; você está casado com a sua infelicidade há muitas vidas.
Agora chegou a hora de se divorciar dela. Isto é o que eu chamo de a grande coragem – divorciar-se da infelicidade, perder o hábito mais antigo da mente humana, a companhia mais fiel. OSHO, The Buddha Disease, # 27
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